Domingos precisam de feriados

18 05 2008

OS DOMINGOS PRECISAM DE FERIADOS

(Rabino Nilton Bonder)

Toda sexta-feira à noite começa o shabat para a tradição judaica.
Shabat é o conceito que propõe descanso ao final do ciclo semanal de produção, inspirado no descanso divino, no sétimo dia da Criação.

Muito além de uma proposta trabalhista, entendemos a pausa como fundamental para a saúde de tudo o que é vivo. A noite é pausa, o inverno é pausa, mesmo a morte é pausa. Onde não há pausa, a vida lentamente se extingue.

Para um mundo no qual funcionar 24 horas por dia parece não ser suficiente, onde o meio ambiente e a terra imploram por uma folga, onde nós mesmos não suportamos mais a falta de tempo, descansar se torna uma necessidade do planeta.

Hoje, o tempo de ‘pausa’ é preenchido por diversão e alienação. Lazer não é feito de descanso, mas de ocupações ‘para não nos ocuparmos’. A própria palavra entretenimento indica o desejo de não parar. E a incapacidade de parar é uma forma de depressão.

O mundo está deprimido e a indústria do entretenimento cresce nessas condições. Nossas cidades se parecem cada vez mais com a Disneylândia. Longas filas para aproveitar experiências pouco interativas. Fim de dia com gosto de vazio. Um divertido que não é nem bom nem ruim. Dia pronto para ser esquecido, não fossem as fotos
e a memória de uma expectativa frustrada que ninguém revela para não dar o gostinho ao próximo..

Entramos no milênio num mundo que é um grande shopping. A Internet e a televisão não dormem. Não há mais insônia solitária; solitário é quem dorme. As bolsas do Ocidente e do Oriente se revezam fazendo do ganhar e perder, das informações e dos rumores, atividade incessante. A CNN inventou um tempo linear que só pode parar no fim.

Mas as paradas estão por toda a caminhada e por todo o processo. Sem acostamento, a vida parece fluir mais rápida e eficiente, mas ao custo fóbico de uma paisagem que passa. O futuro é tão rápido que se confunde com o presente. As montanhas estão com olheiras, os rios precisam de um bom banho, as cidades de uma cochilada, o mar de umas férias, o domingo de um feriado…

Nossos namorados querem ‘ficar’, trocando o ’ser’ pelo ‘estar’. Saímos da escravidão do século XIX para o leasing do século XXI - um dia seremos nossos?

Quem tem tempo não é sério, quem não tem tempo é importante. Nunca fizemos tanto e realizamos tão pouco. Nunca tantos fizeram tanto por tão poucos…

Parar não é interromper. Muitas vezes continuar é que é uma interrupção.

O dia de não trabalhar não é o dia de se distrair - literalmente, ficar desatento. É um dia de atenção, de ser atencioso consigo e com sua vida. A pergunta que as pessoas se fazem no descanso é ‘o que vamos fazer hoje?’ - já marcada pela ansiedade. E sonhamos com uma longevidade de 120 anos, quando não sabemos o que fazer numa tarde
de Domingo.

Quem ganha tempo, por definição, perde. Quem mata tempo, fere-se mortalmente. É este o grande ‘radical livre’ que envelhece nossa alegria - o sonho de fazer do tempo uma mercadoria. Em tempos de novo milênio, vamos resgatar coisas que são milenares. A pausa é que traz a surpresa e não o que vem depois. A pausa é que
dá sentido à caminhada. A prática espiritual deste milênio será viver as pausas. Não haverá maior sábio do que aquele que souber quando algo terminou e quando algo vai começar.

Afinal, por que o Criador descansou? Talvez porque, mais difícil do que iniciar um processo do nada, seja dá-lo como concluído.

Texto do Rabino Nilton Bonder, da Congregação Judaica





Céu e Inferno - Para corporativos

28 04 2008

A COLHER DE CABO COMPRIDO

Conta uma lenda que Deus convidou um homem para conhecer o céu e o inferno.
Foram primeiro ao inferno. Ao abrirem uma porta, o homem viu uma sala em cujo centro havia um caldeirão de substanciosa sopa e à sua Volta estavam sentadas pessoas famintas e desesperadas. Cada uma delas segurava uma colher, porém de cabo muito comprido, que lhes possibilitava alcançar o caldeirão, mas não permitia que colocassem a sopa na própria boca. O sofrimento era Grande.

Em seguida, Deus levou o homem para conhecer o céu. Entraram em uma sala idêntica à primeira: havia o mesmo caldeirão, as pessoas em Volta e as colheres de cabo comprido. A diferença é que todos estavam saciados. Não havia fome, nem sofrimento. ‘Eu não compreendo’, disse o homem a Deus, ‘por que aqui as pessoas estão felizes enquanto na outra sala morrem de aflição, se é tudo igual?’

Deus sorriu e respondeu:

‘Você não percebeu? É Porque aqui eles aprenderam a Dar comida uns aos outros. ‘

Moral:

Temos três situações que merecem profunda reflexão:

  • 1. Egoísmo: as pessoas no ‘inferno’ estavam altamente preocupadas com a sua própria fome, impedindo que se pensasse em alternativas para equacionar a situação;
  • 2. Criatividade: como todos estavam querendo se safar da situação caótica que se encontravam, não tiveram a iniciativa de buscar alternativas que pudessem resolver o problema;
  • 3. Equipe: se tivesse havido o espírito solidário e ajuda mútua, a situação teria sido rapidamente resolvida.

Conclusão:

Dificilmente o individualismo consegue transpor barreiras. O espírito de equipe é essencial para o alcance do sucesso. Uma equipe participativa, homogênea, coesa, vale mais do que um batalhão de pessoas com posicionamentos isolados. Isso vale para qualquer área de sua vida, especialmente a profissional.

“E, lembrem-se sempre: A alegria faz bem à saúde.”





Sobre o dod

28 04 2008

Já que faz muito tempo que não posto e não estou com saco de falar sobre outra coisa, vai ser sobre o Dod mesmo.

Para quem não sabe Dod é abreviação de Day of Defeat. Sim, isso mesmo, o dia que as tropas aliadas desembarcaram na Normandia começando a série de eventos que terminariam com as investidas alemãs fazendo-os perderem a guerra.

O jogo é em 1º pessoa e vc pode pegar várias classes de armas:

  • Light – rifles
  • Assault – metralhadoras medias.
  • Sniper- rifles com mira de longo alcance.
  • Heavy – metralhadoras pesadas.

Essas são as classes comuns dos jogos, onde podemos encontrar tb a classe de Mg (machine gun). metralhaodoras superpeadas para ser montadas no chão com tripé, que não é usada mais em campeonatos. Apenas em servidores públicos.

O objeitvo do jogo é pegar as bandeiras que estão espalhadas pelo mapa normalmente seguindo uma certa ordem. Onde os axis (eixo do mal) sempre ficam com duas do seu lado os allies (aliados) com duas tb do seu lado e uma no meio, onde ambas as equipes lutam para conquista-la (normalmente essa bandeira precisa de dois membros da mesma equipe para pega-la). Podem ter variações a localização das bandeiras dependendo da dificuldade do mapa e competitividade do mesmo.
Ganha o jogo quem fechar o maior número de vezes o mapa. (pegando as bandeiras suas, do meio e do adversário) somando assim pontos. Cada bandeira tem seu peso (de pontos) e na fechada soma-se mais 40/50 pontos ao total.

Nos campeonatos nacionais e internacionais de Dod, jogamos dois lados. Um de cada lado (axis e de allies), onde tem a duração de 20 minutos cada lado. Ganha quem conseguir a maior somatória de pontos dos dois lados. Nos campeonatos as bandeiras tem seu peso de pontuação tb por tempo que a mesma fica em poder da equipe. Cada bandeira tem seu peso e normalmente as bandeiras do meio e dos adversários tem peso maior, por isso podemos deduzir que não precisa fechar o mapa para ganhar, mesmo sendo esse o objetivo do jogo, mas segurar o maior tempo possível o maior número de bandeiras possíveis.

Hoje os campeonatos nacionais que estão ativos são:

As equipes são formadas para campeonato no formato de 6×6 onde podemos destacar a seguinte formação: 2 lights, 1 assault, 1 sniper e 2 heavys, podendo ter variações.

Tem muita coisa para falar sobre o dod, suas versões e atualizações, mapas, armas, granadas entre outras coisas, mas vm´s deixar para outro post. Entrem nos links.





Piada de novo

17 03 2008

 Manuel e Jesus

Maria Madalena estava para ser apedrejada quando Jesus interferiu a seu favor:

- Quem aqui nunca errou, que atire a primeira pedra!…

Manuel que estava ali por perto, pegou um baita tijolo do chão e meteu bem no meio da testa de Maria Madalena. Jesus foi conversar com o Manuel:

- Escuta meu filho, você nunca errou????

- Desta distância, não sinhore…!!





Piadex gayzex

17 03 2008

Essa piada é muito boa ….

 

 

Bruno e Breno eram um casal gay apaixonadíssimo.

Eles se adoravam, tinham bons empregos, viviam juntos em um belo apartamento…

Enfim, eram muito felizes.

Certo dia, Breno  estava desempregado e ficou em casa, enquanto Bruno foi trabalhar.

Breno , então, resolveu fazer uma linda surpresa para o seu amado.

Foi a uma clínica de tatuagens e mandou tatuar duas letras bês (B) enormes, uma em cada nádega.

No lado esquerdo, a letra inicial de Breno ; no lado direito, a letra inicial de Bruno.

Breno achou que isso seria uma prova inequívoca de seu amor por Bruno, pois as iniciais do casal ficariam para sempre gravadas em sua bunda.

 

Feliz, com as duas letras “B” tatuadas na bunda, uma em cada lado, Breno, voltou pra casa no final da tarde, com a intenção de fazer a surpresa para Bruno. Breno,  então foi para o quarto, tirou a roupa, e, na hora em que ouviu o barulho de Bruno entrando em casa, ficou de quatro em cima da cama, com a paisagem voltada para a porta do quarto.

 

Bruno então entrou no quarto, viu aquela bunda tatuada virada pra ele e parou, estupefato, mal acreditando no que via.

Breno,  sorrindo, perguntou?

- E aí, amor, gostou?

E Bruno, sem conseguir conter uma lágrima que descia pelo seu rosto, soluçando, limitou-se a perguntar:

 

- QUEM é BOB?

Ps: Eu sei que fiquei um tempão sem postar.. da mesma maneira como ficaram um tempão sem entrar…então fechou….. Nao vou abandonar o blog, afinal parei com os outros 2 parainiciar esse aqui, Mas preciso aprender como usar a ferramenta para enviar os posts para outro hosting, pois já tenho o www.leocastilho.com.br e queria direcionar esse para lá… hehehehe





Testando nova ferramenta

26 01 2008

Já comecei a usar a nova ferramenta da Microsoft, live_tudoquetiver, e para blogs tem o writer….. Esse post é apenas para ver como vai ficar, mas já de ante-mão vi que a maioria dos recursos não funcionam ou simplesmente não tem……. acredito que vai ter vida curta esse sistema e só fique o messenger novo mesmo, isso em minha máquina…hehehe.. não podemos generalizar. Ou podemos ?

O tal de proteção para família já foi arrancado logo na instalação, depois que li o que ele faria à máquina. Ainda faltam no pacote o livemail e a galeria de fotos, que logo depois desse post, se for pelo writer eu comento.





LULA-lA

15 01 2008

Luiz Ináçu!

A caravana do governo seguia pelo interior do Piauí, disfarçado de povo.
Lá pelas tantas, no meio do poeirão, bate aquela sede, e o nosso presidente manda parar junto da primeira casa para beber um pouco de água.
Diante do pedido daqueles homens, a dona do casebre, hospitaleira como todo sertanejo, grita para o menino de uns 9 anos que estava sentado na porta:
- Luizináçu! Corre aqui, jegue! Traiz a quartinha e as caneca prus dotô bebê água!
Lula, todo vaidoso, pergunta:
- Eu vi que a senhora chamou o garoto de Luiz Inácio. Ele tem esse nome em homenagem a alguém?
- Não, dotô, na verdade o nome dele é Fernando Henrique, mas é que urtimamente esse minino danô a bebê, roubá, minti, si fingi de sonso e fazê tanta merda, que nóis apelidô ele assim…





Piadinha de corno

20 12 2007

CORNO…. PORÉM SENSATO…….

No meio de um julgamento, pergunta o Juiz:

- Senhor Daniel Pires Ramos chegou em sua casa mais cedo e ncontrou a
sua mulher na cama com outro homem ?

- Correto, meritíssimo - diz o réu de cabeça baixa.

Continua o juiz:

- O senhor pegou sua arma e deu um tiro na sua mulher, matando-a na hora?

-Correto, meritíssimo - repete o réu.

- E por que o senhor atirou nela e não no amante dela?

O réu responde:

- Senhor Juiz…. Me pareceu mais sensato matar uma mulher uma única vez,
do que um homem diferente todos os dias.

Foi absolvido na hora!

E ainda fazendo uma alogia ao apagão aéreo, não bastando os atrasos ainda ser corno.





Uma vida normal de uma mulher solteira.

3 12 2007

Recebi por e-mail de um cara e não aguentei…. Muito boa.. grande..mas muito boa….

Conforme minha promessa, estou enviando um e-mail contando as novidades da minha primeira semana depois de ser transferida pela firma para o Rio de Janeiro.
Terminei hoje de arrumar as coisas no meu novo apartamento.  Ficou uma gracinha, mas estou exausta.  São dez da noite e já estou pregada.

Segunda-Feira:
Cheguei na firma e já adorei.  Entrei no elevador quase no mesmo instante que o homem mais lindo desse planeta!  Ele é loiro, tem olhos verdes e o corpo musculoso parece querer arrebentar o terno.  Lindooooo!
Estou apaixonada.  Olhei disfarçadamente a hora no meu relógio de pulso e fiz uma promessa a mim mesma de estar parada em frente ao elevador todos os dias nessa mesma hora.  Ele desceu no andar da engenharia.
Conheci o pessoal do setor, todos foram atenciosos comigo.  Até o meu chefe foi super delicado.
Estou maravilhada com essa cidade.  Cheguei em casa e comi comida enlatada.  Amanhã vou a um mercado comprar alguma coisa.

Terça-Feira:
Amiga!  Precisava contar.  Sabe aquele homem de quem falei?  Ele olhou para mim e sorriu quando entramos no elevador.  Fiquei sem ação e baixei a cabeça.  Como sou burra!
Passei o dia no trabalho pensando que preciso fazer um regime.Olhei-me no espelho hoje de manhã e estou com uma barriguinha indiscreta.  Fui no mercado e só comprei coisinhas leves: biscoitos, legumes e chás.
Resolvido!  Estou de dieta.

Quarta-Feira:
Acordei com dor-de-cabeça.  Acho que foi a folha de alface ou o biscoito do jantar.  Preciso manter-me firme na dieta.  Quero emagrecer dois quilos até o fim-de-semana.
Ah!  O nome dele é Marcelo.  Ouvi um amigo dele falando com ele no elevador.  E ainda tem mais: ele desmanchou o noivado há dois meses e está sozinho.  Consegui sorrir para ele quando entrou no elevador e me cumprimentou.  Estou progredindo, né?
Como faço para me insinuar sem parecer vulgar?  Comprei um vestido dois números menores que o meu.  Será a minha meta.

Quinta-Feira:
O Marcelo me cumprimentou ao entrar no elevador.  Seu sorriso iluminou tudo!  Ele me perguntou se eu era a arquiteta que viera transferida de Brasília e eu só fiz: ‘Um-hum’…         Ele me perguntou se eu estava gostando do Rio e eu disse: ‘Um-hum’.  Aí ele perguntou se eu já havia estado antes aqui e eu disse: ‘Um-hum’.  Então ele perguntou se eu só sabia falar ‘Um-hum’ e eu respondi: ‘Ã-hã’.
Será que fui muito evasiva?  Será que eu deveria ter falado um pouco mais?
Ai amiga!  Estou tão apaixonada!  Estou resolvida!  Amanhã vou perguntar se ele não gostaria de me mostrar o Rio de Janeiro no final de semana.
Quanto ao resto, bem… Ando com muita enxaqueca.  Acho que vou quebrar meu regime hoje.  Estou fazendo uma sopa de legumes.  Espero que não me engorde demais.

Sexta-Feira:
Amiga!  Estou arruinada!  Ontem à noite não resisti e me empanturrei.  Coloquei bastante batata-doce na sopa, além de couve, repolho e beterraba.  Menina!  Saí de casa que parecia um caminhão de lixo.  Como eu peidava!  (nossa!
Você não imagina a minha vergonha de contar isto, mas se eu não desabafar, vou me jogar pela janela!).  No metrô, durante o trajeto para o trabalho, bastava um solavanco para eu soltar um futum que nem eu mesma suportava.  Teve um momento em que alguém dentro do trem gritou: - ‘Aí!  Peidar até pode, mas jogar merda em pó dentro do vagão é muita sacanagem!’ Uma Senhora gorda foi responsabilizada.  Todo mundo olhava para ela.  Tadinha!  Ela ficou vermelha, ficou amarela, e eu aproveitava cada mudança de cor para soltar outro.  O meu maior medo era prender e sair um barulhento.
Eu estava morta de vergonha.  Desci na estação e parei atrás de uma moça com um bebê no colo, enquanto aguardava minha vez de sair pela roleta.  Aproveitei e soltei mais um.  O senhor que estava na frente da mulher com o bebê virou-se para ela e disse: ‘Dona!  É melhor a senhora jogar esse bebê fora porque ele está estragado!’.
Na entrada do prédio onde trabalho tem uma senhora que vende bolinhos, café, queijo, essas coisas de camelô.
Pois eu ia passando e um freguês começou a cheirar um pastel, justo na hora em que o futum se espalhou.  O sujeito jogou o pastel no lixo e reclamou: ‘Pô, dona Maria!  Esse pastel tá bichado!’ Entrei no prédio resolvida a subir os dezesseis degraus pela escada.  Meu azar foi que o Marcelo ficou segurando a porta, esperando que eu entrasse.  Como não me decidia, ele me puxou pelo braço e apertou o botão do meu andar.  Já no terceiro andar ficamos sozinhos.  Cheguei a me sentir aliviada; assim a viagem terminaria mais rápido.
Pensei rápido demais.  O elevador deu um solavanco e as luzes se apagaram.  Quase instantaneamente a iluminação de emergência acendeu.  Marcelo sorriu (ai, aquele sorriso…) e disse que era a bruxa da sexta-feira.
Era assim mesmo, logo a luz voltaria.  Não precisava me preocupar.  Mal sabia ele que eu estava mesmo preocupada.
Amiga, juro que tentei prender.  Mas antes que saísse com estrondo, deixei escapar.          Abaixei e fiquei respirando rápido, tentando aspirar o máximo possível, como se estivesse me sentindo mal, com falta de ar.  Já se imaginou numa situação dessas?  Peidar e ficar tentando aspirar o peido para que o homem mais lindo do mundo não perceba que você peidou?
Ele ficou muito preocupado comigo e, se percebeu o mau cheiro, não o demonstrou.  Quando achei que a catinga havia passado, voltei a respirar normal.  Disse para ele que eu era claustrófoba.  Mal ele me ajudou a levantar, eu não consegui prender o segundo, que saiu ainda pior que o anterior.
O coitado dessa vez ficou meio azulado, mas ainda não disse nada.
Abaixei novamente e fiquei respirando rápido de novo, como uma mulher em trabalho de parto.  Dessa vez Marcelo ficou afastado, no canto mais distante de mim no elevador.
Na ânsia de disfarçar, fiquei olhando para a sola dos meus sapatos, como se estivesse buscando a origem daquele fedor horroroso.  Ele ficou lá, no canto, impávido.  Nem bem o cheiro se esvaiu e veio outro.  Ele se desesperou e começou a apertar a campainha de emergência.  Coitado!  Ele esmurrou a porta, gritou, esperneou, e eu lá, na respiração cachorrinho.
Quando a catinga dissipou, ele se acalmou.  As lágrimas começaram a escorrer pelos meus olhos.  Ele me viu chorando, enxugou meus olhos e disse: ‘Meus olhos também estão ardendo…’ E juro que pensei que ele fosse dizer algo bonito.  Aquilo me magoou profundamente.
Pensei: ‘Ah, é, FDP?  Então acabou a respiração cachorrinho…’ Depois disso, no primeiro ele cobriu o rosto com o paletó.  No segundo, enrolou a cabeça.  No terceiro, prendeu a respiração; no quarto, ele ficou roxo.  No quinto, me sacudiu pelos braços e berrou: ‘Mulher!  Pára de se cagar!’.
Depois disso ele só chorava.  Chorou como um bebê até sermos resgatados, quatro horas depois.  Entrei no escritório e pedi minha transferência para outro lugar, de preferência outro País.





E agora Timão.. ??

2 12 2007

Depois de um tempo sem postar por conta do meu trampo estar me tomando parte do tempo e claro os novos episódios de House 4ª Temporada e Heroes 2ª Temporada, decidi postar na integra o jogo do meu time do coração e seu rebaixamento.

Numa rodada eletrizante, o Campeonato Brasileiro definiu os seus últimos classificados para a Libertadores e os últimos rebaixados para a Série B. No Olímpico, o Grêmio entrou em campo com chances de Libertadores e o Corinthians desesperado para fugir da zona de rebaixamento. Bastava uma vitória para o Timão escapar. Durante os 90 minutos, as combinações de resultados chegaram a deixar o Corinthians por três vezes na Segundona. Em duas delas, o Timão escapou. Na terceira, não. O placar de 1 a 1, aliado à vitória do Goiás sobre o Internacional (2 a 1 no Serra Dourada), mandou o Corinthians para a Série B do Brasileirão.

No primeiro tempo, dois rebaixamentos

Grêmio x Corinthians começou com quase 20 minutos de atraso. O técnico corintiano, Nelsinho Baptista, demorou para soltar a escalação e para mandar o seu time a campo. Quando o Timão subiu as escadas do vestiário, com três surpresas - Vampeta de meia, Clodoaldo no ataque e Carlos Alberto na ala direita - a última rodada do Campeonato Brasileiro já tinha começado. Menos Goiás x Internacional, no Serra Dourada. Os duelos de Goiânia, de Porto Alegre, além de Vasco x Paraná em São Januário, definiriam os dois últimos rebaixados, que se juntariam a Juventude e América na Série B de 2008.

O drama corintiano, que já dura alguns meses, ficou ainda pior no primeiro minuto de jogo. Na primeira tentativa do Grêmio, Jonas ganhou de cabeça e Felipe, mal colocado, só viu a bola estufar a rede. Momentaneamente, Corinthians na Segunda Divisão. A primeira passagem pela Série B durou nove minutos. Sem ameaçar o gol do Grêmio, a torcida corintiana era por tropeços dos rivais. E deu certo. Em Goiânia, Orozco marcou para o Inter e devolveu o Timão para a Série A.

O placar do estádio Olímpico ainda não tinha começado a informar os resultados da rodada. Mas não demorou muito para divulgar os placares. O Corinthians pouco atacava - chance mesmo, só um chute de Bruno Octávio -, enquanto o Grêmio seguia pressionando. Quando o relógio marcava 29 minutos, novo drama. Élson tinha acabado de empatar para o Goiás e o time goiano estava empurrando os paulistas para baixo. O segundo rebaixamento do dia. Este, porém, durou menos de um minuto. Vampeta lançou Carlos Alberto na ponta-direita, o volante cruzou e Clodoaldo desviou para o gol para devolver o clube à Primeira Divisão.

O Paraná, o azarão, não ameaçava. Com dois expulsos no primeiro tempo, não parecia que teria forças para vencer o Vasco na casa do rival. Sorte do Corinthians…

No segundo tempo, o terceiro rebaixamento. E fatal !!!

Quando a etapa final começou, o Paraná, que perdia para o Vasco, já era carta fora do baralho. A briga se resumia, então, a Corinthians e Goiás. E o Timão não demostrava que iria ter forças para ganhar. Foi quando ocorreu o momento mais dramático da rodada. Em Goiânia, o árbitro marcou pênalti contra o Inter. Paulo Baier, que outro dia perdeu um pênalti no empate de 1 a 1 com o Corinthians, pegou a bola para bater. Bateu, Clemer defendeu, mas o auxiliar mandou voltar, alegando que o goleiro tinha se adiantado. Paulo Baier bateu de novo, Clemer defendeu de novo e o auxiliar mandou voltar de novo. No Olímpico, os reservas corintianos que se aqueciam atrás de um dos gols iam ao desespero, com as informações que os radialistas passavam no gramado. Na terceira cobrança do Goiás, agora com Élson, enfim o gol.

O Grêmio, que entrou em campo ainda com chances de ir para a Taça Libertadores da América, sabia que suas possibilidades eram muito remotas. O que acabou se confirmando… O Palmeiras até perdeu em casa para o Atlético Mineiro (3 a 1), mas o Cruzeiro fez a lição de casa, venceu o lanterna América-RN (2 a 0) e ficou com a última vaga para o torneio.

Mas, mesmo sem chance, os gremistas não facilitaram. Se bem que o Corinthians pouco fez. Das arquibancadas, a barulhenta torcida do Timão pedia “raça”. Mas nem isso. Em campo, a equipe seguia apática e só se defendendo…

O jogo do Goiás acabou com o placar de 2 a 1 e o Corinthians ainda teve alguns minutos para conseguir o gol da vitória. O goleiro Felipe ainda foi duas vezes ao ataque, mas não deu em nada.

O Timão, de 97 anos de história, está na Segunda Divisão do Campeonato Brasileiro. E a torcida, sempre fiel, gritava “Eu nunca vou te abandonar, porque eu te amo!”. Estou triste mesmo não sendo mais aquele corintiano de antes, e envergonhado….. mas o que me deixou mais “p” da vida foi que todas as torcidas de todas as outras equipes adoraram a idéia do Corinthians ser rebaixado. Isso prova que mesmo estando na segunda divisão, ainda é a maior equipe e de maior tradição no futebol nacional.


Betão chorando no final do jogo.