Origem dos 10 mandamentos

Deus perguntou aos Gregos:
– Vocês querem um mandamento?
– Qual seria o mandamento, Senhor?
– Não matarás!
– Não obrigado. Isso interromperia as nossas conquistas.

Então, Deus perguntou aos Egípcios:
– Vocês querem um mandamento?
– Qual seria o mandamento, Senhor?
– Não cometerás adultério!
– Não obrigado. Isso arruinaria os nossos fins-de-semana.

Chateado, mas não derrotado, Deus perguntou aos Assírios:
– Vocês querem um mandamento ?
– Qual seria o mandamento, Senhor?
– Não roubarás!
– Não obrigado. Isso arruinaria a nossa economia.

Deus, enfim , perguntou aos Judeus :
– Vocês querem um mandamento?
– Quanto custa?
– É de graça.
– Então manda DEZ!

Paz no Oriente médio ?

Um judeu caminhava pelo deserto, quando encontrou uma garrafa de Coca-Cola.

Ao abrir a tampa, surpresa! Apareceu um gênio:

– Olá! Sou o gênio de um só desejo, às suas ordens…
– Então, eu quero a paz no Oriente Médio. Veja esse mapa, quero que esses países vivam em paz!

O gênio olhou bem para o mapa e disse:

– Cai na real amigo, esses países guerreiam há 5 mil anos! E para falar a verdade, sou bom, mas não o suficiente para isso, peça outra coisa.
– Bom, então… eu nunca encontrei a mulher ideal, você sabe… gostaria  de uma mulher que tenha senso de humor, goste de sexo, cozinhar, limpar  a casa, não seja ciumenta, que seja fiel, que goste de futebol, que aprecie uma cervejinha, gostosa, bonita, jovem, carinhosa e não seja vidrada em cartões de crédito…

O gênio suspirou fundo e disse:

– Deixa eu ver a merda daquele mapa de novo!

Divórcio Judeu ?

Ante-véspera do Ano Novo Judaico, Boris Sylberstein, patriarca judeu, morador de um Kibutz pertinho de Tel Aviv, visita um dos seus filhos na capital de Israel:

– Jacobzinho, odeio ter que estragar tua dia, mas babai brecisa dizer-te que a mamái e eu vamos separar-nos, depois de 45 anos!

– Tá louca babai, o que você tá dizendo? Grita Jakob.

Jerusalém inteira ouve!

– Não conseguimos mais nem nos olhar uma ao outra. Vamos separar-nos e acabou-se o que era doce. Ligue bra teu irmã Rachel e conda bra ela.

Apavorado, o rapaz liga para a irmã em Viena, que se desespera ao telefone:

– De jeito nenhuma nossos pais irão separar-se.. .! Chama babai ao delefone!

O ancião atende e a filha balbucia na maior emoção:

Não façam nada até que nós chega aí amanhã, gombrende? Também chamarei Moishe na São Baulo, Shloimo na Buenos Aires e Esther no Nova Iorque e amanhã de noite, todas estaremos aí, ouviu bem babai?

Bate o telefone, sem deixar o pai responder.

O velho coloca o fone no gancho vira-se para a mulher, sem que Jakob ouça, sussurrando:

– Brondo Sarah, todos virão para a Ano Novo. Só que desta vez não bagaremos os bassagens!

Domingos precisam de feriados

OS DOMINGOS PRECISAM DE FERIADOS

(Rabino Nilton Bonder)

Toda sexta-feira à noite começa o shabat para a tradição judaica.
Shabat é o conceito que propõe descanso ao final do ciclo semanal de produção, inspirado no descanso divino, no sétimo dia da Criação.

Muito além de uma proposta trabalhista, entendemos a pausa como fundamental para a saúde de tudo o que é vivo. A noite é pausa, o inverno é pausa, mesmo a morte é pausa. Onde não há pausa, a vida lentamente se extingue.

Para um mundo no qual funcionar 24 horas por dia parece não ser suficiente, onde o meio ambiente e a terra imploram por uma folga, onde nós mesmos não suportamos mais a falta de tempo, descansar se torna uma necessidade do planeta.

Hoje, o tempo de ‘pausa’ é preenchido por diversão e alienação. Lazer não é feito de descanso, mas de ocupações ‘para não nos ocuparmos’. A própria palavra entretenimento indica o desejo de não parar. E a incapacidade de parar é uma forma de depressão.

O mundo está deprimido e a indústria do entretenimento cresce nessas condições. Nossas cidades se parecem cada vez mais com a Disneylândia. Longas filas para aproveitar experiências pouco interativas. Fim de dia com gosto de vazio. Um divertido que não é nem bom nem ruim. Dia pronto para ser esquecido, não fossem as fotos
e a memória de uma expectativa frustrada que ninguém revela para não dar o gostinho ao próximo..

Entramos no milênio num mundo que é um grande shopping. A Internet e a televisão não dormem. Não há mais insônia solitária; solitário é quem dorme. As bolsas do Ocidente e do Oriente se revezam fazendo do ganhar e perder, das informações e dos rumores, atividade incessante. A CNN inventou um tempo linear que só pode parar no fim.

Mas as paradas estão por toda a caminhada e por todo o processo. Sem acostamento, a vida parece fluir mais rápida e eficiente, mas ao custo fóbico de uma paisagem que passa. O futuro é tão rápido que se confunde com o presente. As montanhas estão com olheiras, os rios precisam de um bom banho, as cidades de uma cochilada, o mar de umas férias, o domingo de um feriado…

Nossos namorados querem ‘ficar’, trocando o ‘ser’ pelo ‘estar’. Saímos da escravidão do século XIX para o leasing do século XXI – um dia seremos nossos?

Quem tem tempo não é sério, quem não tem tempo é importante. Nunca fizemos tanto e realizamos tão pouco. Nunca tantos fizeram tanto por tão poucos…

Parar não é interromper. Muitas vezes continuar é que é uma interrupção.

O dia de não trabalhar não é o dia de se distrair – literalmente, ficar desatento. É um dia de atenção, de ser atencioso consigo e com sua vida. A pergunta que as pessoas se fazem no descanso é ‘o que vamos fazer hoje?’ – já marcada pela ansiedade. E sonhamos com uma longevidade de 120 anos, quando não sabemos o que fazer numa tarde
de Domingo.

Quem ganha tempo, por definição, perde. Quem mata tempo, fere-se mortalmente. É este o grande ‘radical livre’ que envelhece nossa alegria – o sonho de fazer do tempo uma mercadoria. Em tempos de novo milênio, vamos resgatar coisas que são milenares. A pausa é que traz a surpresa e não o que vem depois. A pausa é que
dá sentido à caminhada. A prática espiritual deste milênio será viver as pausas. Não haverá maior sábio do que aquele que souber quando algo terminou e quando algo vai começar.

Afinal, por que o Criador descansou? Talvez porque, mais difícil do que iniciar um processo do nada, seja dá-lo como concluído.

Texto do Rabino Nilton Bonder, da Congregação Judaica